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Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir o abuso de substâncias psicoactivas geradoras dependência crónica, progressiva e fatal.

Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir o abuso de substâncias psicoactivas geradoras dependência crónica, progressiva e fatal.

Feliz Ano 2018

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O tempo não para e não espera por nós! O tempo não volta para trás ou cristaliza. Quem é que manda? Nós próprios ou é o tempo? É através do tempo que avaliamos, mudamos e reforçamos os vínculos com pessoas. O tempo permite-nos tirar ilações e definir objetivos. O tempo foi ontem, é agora e pode ser amanhã. Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa o significado da palavra tempo: “serie ininterrupta e eterna de instantes. Época determinada. Prazo, demora. Estação, quadra própria.”

 

Estamos prestes a terminar mais um ano (época determinada); fecha-se um capitulo antigo e reinicia-se outro no presente com vista ao futuro. Ao longo do tempo, o ser humano está em constante transformação; somos moldados de acordo com as experiências de vida e o conhecimento empírico. Nesse sentido, esta é altura do tempo para fazer um balanço corajoso. Digo corajoso, porque como sabemos, procuramos refugio (segurança e pertença) no conformismo, na apatia e na negação. Queremos que o estado das coisas mudem, para melhor, mas na maioria dos casos, optamos pelos velhas e conservadoras rotinas e hábitos disfuncionais. Ou fantasiamos que alguém apareça, como milagre, para nos motivar ou fazer por nós, aquilo que é da nossa responsabilidade.

 

Algumas questões para o ajudar a refletir (aumentar a consciência) e quiçá tomar uma decisão irrevogável; não há volta atrás.

  • Você considera que precisa de mudar algo nas suas atitudes e comportamentos, para melhor?
  •  Possui um plano concreto?
  • Já definiu objetivos específicos e realistas?
  • Está a sofrer, há demasiado tempo (a duração do sofrimento ultrapassou a logica e os limites)?
  • As pessoas significativas insistem que você deve mudar algo nas suas atitudes e comportamentos?
  •  Já procurou apoio, orientação para a causa do sofrimento ou considera que a solução está ao seu alcance, mas tem andado a adiar? Se as coisas não mudam a tendência é para piorar.

Respondeu sim?  Diga para si próprio: “Quero ser outra pessoa, quero mudar atitudes e comportamentos.” Excelente, identificou rotinas e hábitos disfuncionais (consequências negativas), agora precisa de encontrar fatores que o motivem a avançar. Alguns exemplos: consequências negativas na saúde? Consequências negativas na família, incluindo as crianças? Consequências negativas no local de trabalho (colegas), com a entidade empregadora ou diretor/a? Consequências negativas na justiça?  Respondeu sim? Repita para si próprio: “Quero ser outra pessoa, quero mudar de atitudes e comportamentos”. Ajuda imenso à mudança se você “abrir o jogo”, assumir o compromisso e responsabilidade, com pessoas de confiança ou profissionais.

 

O tempo não para ou espera por nós. O tempo não volta atrás e não cristaliza. O tempo só para nas nossas memorias, crenças e na ilusão; as coisas têm a importância que nós decidimos que elas tenham. A vida é difícil, mas o ser humano é fantástico, resiliente e possui mais competências e recursos do que aqueles que imagina possuir.

Adeus 2017 e excelente ano de 2018 que a mudança de atitudes e comportamentos traga consigo a motivação, a coragem e a esperança com vista a um presente e futuro luminoso. Se mudamos é para melhor. Seja feliz

21ª Dica Arte Bem Viver, de 14/08/2011

Olá

O que é que o nosso legado familiar nos transmite sobre a forma como gerimos a dor? Aquilo que somos e fazemos depende muito da história (tradição) da nossa família. Na idade adulta, como aprendemos a gerir - “modus operandi” - a dor? Sabia que é a partir da infância que aprendemos acerca da importância da programação da dor e do prazer na vida (equilíbrio).

 

É do senso comum que a dor faz parte do desenvolvimento das nossas competências e talentos, todavia, fugimos dela; negando, iludindo, justificado e racionalizando. Este mecanismo, natural e humano, mas complexo e delicado, pode ser potenciador para o nosso investimento, serio e prioritário, no prazer imediato.

 

Quanto maior for o investimento, que façamos no prazer; menor a capacidade crítica que desenvolvemos sobre a importância da dor no nosso desenvolvimento emocional e espiritual (equilíbrio). Ao agirmos no prazer imediato, na busca da gratificação e do reconhecimento, podemos negligenciar e interferir, negativamente, na programação da dor e do prazer. Podemos confundir necessidades (prioridades) com vontades (desejos). Queremos as coisas já…

 

Por vezes, recorremos às pessoas e às coisas materiais como uma tentativa para preencher o vazio emocional, de forma a suavizar as emoções dolorosas (ex. procurar uma imagem perfeita, controlar as mudanças do humor), todavia e nesse sentido, monitorize, o mais honestamente possível, o padrão de comportamento. Confie na sua intuição, pratique a reflexão e a introspecção.

 

“It only looks like the good life” Autor desconhecido

 

Votos de uma semana equilibrada; entre a dor e o prazer!

 

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 179ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Mais Vale Prevenir Do Que Remediar.

 

 

 

 

38ª Dica Arte Bem-Viver de 11/12/2011

Olá

 

Em algumas Dicas Arte Bem-Viver procuro dar especial ênfase à importância dos relacionamentos significativos e dos princípios que sustentam esses elos frágeis, mas resilientes, por ex. a honestidade, a empatia, a responsabilidade, assertividade, o compromisso, a confiança, intimidade. Ao longo da vida criamos um Sistema de relacionamentos, uns mais significativos que outros, visto a nossa sanidade mental depender deles.

Um sistema consiste num conjunto de factores interligados de modo a formar um todo organizado. Qualquer tipo de sistema serve um determinado objectivo. No sistema de relacionamentos existe um conjunto, complexo e delicado, de factores que geram um fluxo de energia e um equilíbrio, idêntico a uma dança. Por exemplo, porque é que mantemos um relacionamento íntimo e honesto, com uma pessoa, durante vários anos enquanto com outra pessoa diferente, resume-se a poucas semanas? Todavia, podemos escolher os amigos, mas não escolhemos a família.

 

1. No sistema de relacionamentos é normal existir crises ou separações. Os sentimentos de dor inerente à crise ou à separação serão mais valorizados se encontrar um sentido/propósito, visto identificar as competências e os recursos necessários através da adversidade.

 

2. No sistema de relacionamentos é mais importante saber quando é que uma crise pode ocorrer, do que preocupar-se, se a crise vai surgir ou não, antecipando cenários catastróficos.

 

3. No sistema de relacionamentos é essencial a comunicação honesta, quer seja durante as crises ou não. Fomente a flexibilidade das ideias, a melhor maneira para o conseguir é parar de falar e começar a ouvir.

 

4. No seu sistema de relacionamentos seja comunicativo. É normal haver diferenças de ideias e de opiniões, diferentes experiencias. Invista nos interesses em comum, dos relacionamentos, em vez das posições individuais. Não perca demasiado tempo a discutir problemas, centre-se nas soluções.

 

5. No seu sistema de relacionamentos seja comunicativo não tolere a violência física, emocional, agressões verbais, humilhações ou qualquer outro tipo de maus tratos.

 

Lubrifique o seu sistema de relacionamentos significativos e faça a manutenção.

 

Votos de uma semana comunicativa e re-invente-se nos relacionamentos.

 

Cumprimentos

 

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 164ª publicação.

 

Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) gratuitamente, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver.

As pessoas mais felizes gostam de pessoas. Mais Vale Prevenir Do Que Remediar

Todos os dados são confidenciais. 

Estilos parentais e as escolhas de sucesso para os filhos

Conclusão de um estudo efectuado pela Brigham Young  University sobre estilos parentais.

O estilo parental de educação indulgente caracterizado pelo louvor caloroso ausente de consequências significativas, quando as regras/limites são quebrados, apresenta um risco significativo quanto ao consumo excessivo de álcool durante a adolescência. Este estilo parental indulgente revela-se ineficaz porque “o tiro sai pela culatra”.

 

Por outro lado, um estilo parental de educação dominador e autoritário, aplicado com consequências extremas, e por vezes desproporcionadas, em relação ao comportamento problema (capaz de gerar um sentimento de injustiça no filho), também se revela ineficaz, quanto a desencorajar o adolescente no consumo excessivo de bebidas alcoólicas.  

 

No referido estudo, o estilo parental que se revelou mais eficiente, quanto à prevenção do consumo excessivo de álcool na adolescência, situa-se entre os dois estilos acima referidos (entre o estilo indulgente e o estilo dominador). O estilo parental mais eficiente, de forma a prevenir o consumo excessivo de álcool na adolescência, é adoptado por ambos progenitores quando incentivam e cultivam as decisões mais construtivas no seio familiar (por exemplo, os pais são modelos e referencia das decisões saudáveis para os seus filhos), promovem orientações específicas quando os filhos adoptam comportamentos susceptíveis de risco, acompanhados da monitorização e da respectiva aplicação de consequências significativas quanto as regras/limites são quebrados. O objectivo, na aplicação deste estilo parental, consiste em proporcionar a liberdade suficiente ao adolescente, a fim de tomar as suas próprias decisões, e assumir a devida responsabilidade das consequências, sejam elas positivas e/ou negativas, no rumo da sua vida. Baseia-se na liberdade de fazer escolhas, de preferência, as mais positivas possível.

 

 

É tudo urgente?

Se é tudo urgente, qual o tempo disponível que dispomos para relaxar, divertir e recuperar as energias positivas? Qual é o modelo de gestão que adoptamos que nos permite usufruir da companhia da família (momentos de intimidade), incluindo os filhos, dos amigos, lazer? Sorrir, conviver com a família e filhos, amigos, ter um sono reparador, ir ao cinema, dar um passeio, alimentação diversificada e saudável, exercício físico.
Hoje o stress é um assunto actual e em destaque, nem é preciso pensar muito sobre isso, basta ligar a televisão e ou comprar o jornal e ficamos em stress, por exemplo o desemprego aumenta, o aumento dos impostos, dos preços das coisas essenciais, da incompetência de alguns políticos dos quais depositamos a confiança para a gestão do país, da falta de oportunidade de realização das ambições pessoais, das dívidas etc.
 Não ter tempo para nada, segundo as nossas expectativas, gera stress. Facilmente, caímos na armadilha de andar a lamentar (queixas) e descontentes pela falta de tempo, do emprego que não satisfaz, do carro, da 2ª feira, do ordenado, da conta bancária, do corpo, do patrão, dos colegas, da crise, da mulher/marido, dos filhos, da conta bancária, da chuva/sol, mas quando estamos de fim-de-semana e ou de férias queixamo-nos porque não temos nada para fazer.
Stress e as Relações. Se é TUDO urgente quando é que estamos disponíveis para amar e ser amados? Sim, porque sendo assim, tudo urgente, um dia até podemos estar disponíveis para amar, mas a/a nossa/o parceiro/a pode não estar porque para ele/a, naquela altura, é TUDO urgente. Adquirimos o sentimento de que somos mal amados. Qual o timming para amar numa relação entre duas pessoas, quando tudo à volta é urgente?

 

 

As Emoções são a nossa "Vida Interior"

Como se sente hoje? É Ok sentir...ser honesto/a consigo mesmo.


Abandonado/a, Aceite, Adequado/a, Afectado/a, Ansioso/a, Apático/a, Ambivalente, Apreensivo/a, Acarinhado/a, Arrependido/a, Atrapalhado/a, Amado/a, Aliviado/a, Absorto, Ausente, Aborrecido/a, Alegre, Abusado/a, Acanhado/a, Activo/a, Apaixonado/a, Auto-piedade, Assustado/a, Agradecido/a, Aparvalhado/a, Apático/a, Aturdido/a, Alheado/a, Angustia, Atónito,


Bem-disposto/a, Baralhado/a,


Ciúme, Coragem, Chateado/a, Calmo/a, Carinho, Confortável, Confiante, Cobarde, Constrangido/a, Contente, Culpa, Cansado/a, Compreendido/a, Comprometido/a, Cativado/a, Chocado/a, Coitado/a,


Desapontado/a, Desagradado/a, Desencorajado/a, Distraído/a, Desesperado/a, Desacreditado/a, Desanimado/a, Derrotado/a, Doente, Desconfortável, Desconfiado/a, Dominado/a, Desiludido/a, Desprezo, Deslumbrado/a, Dôr, Defensivo/a, Dividido/a,


Envergonhado/a, Estranho/a, Embaraçado/a, Enganado/a, Empatia, Encantado/a, Extasiado/a, Enfraquecido/a, Egoísta, Entorpecido/a, Estúpido/a, Excitado/a, Explorado/a, Encurralado/a, Em-baixo, Entorpecido/a,


Feliz, Falhado/a, Fascinado/a, Frustrado/a,


Gélido/a, Grato/a,


Humilde, Humilhado/a, Hostil, Hirto, Horrível,

Impotente, Injustiçado/a, Inveja, Importante, Indiferente, Impaciente, Intolerante, Irritado, Infeliz, Inseguro/a, Inferior, Ingénuo/a, Idiota, Inocente, Curioso/a,


Jovial, Julgado/a,


Livre, Luto, Lesado/a

Merecedor/a, Medo, Magoado/a, Miserável, Motivado/a, Maravilhado/a, Manipulado/a,
 

Natural, Nervoso,


Ódio, Ousado/a, Orgulhoso/a, Obcecado/a, Obstinado/a, Obtuso, Optimista,


Pena, Parvo/a, Provocado/a, Preocupado/a, Perturbado/a, Possessivo/a, Piedoso/a, Pasmado/a, Perda, Persuadido/a, Perplexo


Querido/a,


Ressentido/a, Raiva, Rejeitado/a, Remorso, Resignado/a, Respeitado/a, Rendido/a, Realizado/a, Receio, Relutante,


Só, Solidão, Satisfeito/a, Surpreendido/a, Seguro/a, Surpreso,


Triste, Tolo/a, Triunfante, Tranquilo/a,

Zangado

Útil, Usado/a,


Vazio, Vencedor/a, Vergonha,


Vamos sentir...e não fingir. Estas são apenas algumas das emoções se desejares podes acrescentar algumas que não constem da lista. Envia para joaoalexx@sapo.pt

Como lidar com o pensamento rigido, inflexivel e a ansiedade extrema

Faça pausas de 10 mtos a cada 2 horas de trabalho intenso, no máximo. Repita estas pausas na vida diária. Inspire e expire.

Aprenda a dizer Não sem se sentir culpada ou pensar que vai magoar a outra pessoa. Agradar a “gregos e troianos” é um desgaste enorme e uma “missão impossível”.

Planeie o seu dia, mas deixe sempre espaço para o improviso e o imprevisto. Esteja consciente de que nem tudo depende de si e ou que seja exequível (agora e hoje).

Concentre-se numa tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus pensamentos (sou capaz de fazer isto e aquilo…) seguramente acabará confuso/a e ansioso/a.

Esqueça que você é insubstituível. No trabalho, em casa, etc. por mais que isso o desagrade, tudo anda sem a sua actuação directa ou indirecta, a não ser a sua própria.

Abra a mão de se sentir responsável pelo prazer dos outros. Não será a “fonte de desejo” ou o eterno “mestre-de-cerimónias”.

Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

Diferencie os problemas reais daqueles problemas irracionais, e depois elimina-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

Tente descobrir o prazer de eventos quotidianos, tais como, dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo que se consegue da vida.

Evite o envolvimento com a ansiedade e a pressão alheia. Espere um pouco e depois retome o dialogo – acção.

A família não és tu; está junto de si. Compõem a sua vida mas não são a sua própria identidade.

Entenda quais os princípios e convicções rígidas e fechadas que podem ser um grande peso , da trave do movimento e da busca.

É preciso ter sempre alguém em quem se confie a menos de um raio de 100 km. Não adianta estar mais longe.

Identifique a hora certa de sair de cena – retirar-se do palco – e deixar a roda livre. Nunca perca o sentido subtil da importância de uma saída discreta.

Não queira saber se falam mal de si, e acima de tudo não se atormente com esse lixo mental; Escute se falaram bem; com reserva analítica e sem qualquer convencimento.

Competir no trabalho, no lazer, na vida a dois é óptimo…para quem quer ficar sozinho, esgotado e perder o melhor.

“A rigidez é obra na pedra”, nunca no Homem. A ele cabe a firmeza e a integridade, que é completamente diferente.

Uma hora de intenso prazer substitui com folga 2 horas de pensamento sob pressão (stress). Rir repõe o pensamento positivo e critico construtivo, logo não perca a oportunidade de se divertir.

Não abandone as três grandes e inabaláveis amigas; a Intuição, a Inocência e a Fé.

Entenda de uma vez por todas, Você é aquilo que faz .
 


Autor Anónimo
 
Como sou uma pessoa ansiosa e acelerada gostaria de partilhar convosco este lembrete que utilizo há aproximadamente doze anos. Serve como orientação (mantras) e contem imenso alimento pró pensamento

Estrategias Mediocres de Prevenção

 Na realidade, estratégias de prevenção que visem somente fomentar o medo e assustar os jovens não funcionam. 

 

Alguns pioneiros em prevenção têm aprendido ao longo do tempo a identificar quais as estratégias e programas que não funcionam e assumem a responsabilidade de não voltar a repeti-las. Estratégias mediocres incluem abordagens que evolvam o medo, apelos moralistas e abordagens centradas na informação sobre os perigos do consumo de drogas, programas que visem o desenvolvimento da auto-estima e equilíbrio emocional, fóruns, eventos e testemunhos.
 
Os jovens desvalorizam toda e qualquer informação, bem como o seu apresentador, que procure amplificar os perigos dos consumos de drogas, a informação falsa e/ou informação exagerada (J. Beck, 1998). Golub e Jonhson (2001) reforçam que mensagens exageradas falham o seu objectivo sobre a informação realista, tem o efeito contrario quando os jovens têm acesso a informação e à experiência contraria aquela que lhes é apresentada.
 
O director do Centro de Estudos para a Prevenção da Violência da Universidade de Colorado, em Boulder, Del Elliot afirma que “ Muitas das estratégias quando focadas na punição imediata das ocorrências, após os actos/acontecimentos, interferem negativamente nos resultados pretendidos omitindo assim as verdadeiras causas do problema. O violência intensifica-se porque os verdadeiros problemas não são abordados.”
 
Nacy Tobler (1992) e Linda Dusenbury (1995) resumem alguns factores essenciais numa estratégia de prevenção: foco em alternativas saudáveis, envolvimento dos pares, abordagens interactivas que incluam a pratica de competências e educação de regras de comportamento que promovam e esclareçam a diferença entre a verdade, ex. dados estatísticos, e os mitos.
 
Um ambiente escolar saudável e equilibrado é atingido através de uma combinação de políticas e procedimentos claros e realistas, de formação continua e apoio direccionado ao pessoal docente e não docente, alunos, familiares e colaboradores dentro da comunidade escolar.
 
Alguns peritos envolvidos em prevenção partilham da ideia que as energias aplicadas na educação são mais bem aproveitadas através da utilização de “ferramentas” científicas direccionadas na prevenção do que tentar interromper comportamentos perigosos, sem resultados práticos, através da manipulação e/ou punição e condenação.
 
Ao longo da minha experiência profissional em trabalhar com pessoas que apresentam comportamentos violentos obtêm-se melhores resultados se trabalharmos em conjunto, facilitando parcerias, criando sinergias e a comunicação sendo genuínos, tolerantes, honestos e firmes.
 
Muitas vezes a resistência observada nos pacientes começa em nós profissionais, quando colocamos “rótulos”, por vezes inconscientes e só identificados em supervisão, de “pacientes difíceis”... “pacientes agressivos”... “pacientes defensivos”.
 
Referências: The Colorado Department of Education: Improving Academic Achievment - Safe and Drug-Free Schools and Communities