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Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir o abuso de substâncias psicoactivas geradoras dependência crónica, progressiva e fatal.

Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir o abuso de substâncias psicoactivas geradoras dependência crónica, progressiva e fatal.

135ª Dica Arte Bem Viver

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Olá,

De acordo com a minha experiência profissional de duas décadas posso assegurar que os seres humanos evitam o conflito e fogem dos problemas. Qualquer actividade, associada a problemas e/ou que provoque sensações desagradáveis, que exige esforço mental é evitada. Talvez por isso, ficamos bloqueados, perante a possibilidade de desafiar o estatuto e o sistema de crenças que são disfuncionais. Isto é, se algo se revela desconfortável, mas familiar, acabamos por aceitar, conformados, em vez de desafiar o medo do desconhecido. Não é por acaso que a «lei do menor esforço» se tornou uma lei.

Adoptamos o conformismo, quando isso implica desafiar a nossa zona de conforto, refiro-me ao auto conhecimento e ao desenvolvimento pessoal. Considero que o conformismo afecta, negativamente, um número considerável de pessoas que permanecem cristalizadas em dogmas, modas e tradições ultrapassados. Na prática, essas pessoas aceitam um conjunto de princípios, ideias, instituídas por outras pessoas, que até consideram desfavorável, sem questionar ou por em causa. Por exemplo, podemos reportar à actual crise que atravessamos onde o Dr. Daniel Kahneman, vencedor do prémio Nobel de economia, afirma “Uma das lições da crise financeira é que há períodos em que a concorrência, entre especialistas e entre organizações, cria poderosas forças que favorecem uma cegueira colectiva ao risco e à incerteza.”

O conformismo individual é abdicarmos das nossas próprias ideias e convicções, e seguirmos a “cegueira colectiva” competindo pelo estatuto, sucesso e o poder. A pressão social e económica assegura-nos, falsamente, que estamos seguros. Neste frenesim, desistimos da nossa identidade, do eu verdadeiro, em prol do sucesso e do estatuto social. Ficamos confinados ao ego, criando assim, uma falsa sensação de confiança.

  • Abdique do conformismo, mesmo que isso implique conflito. Na prática, pode significar que você é aceite, ou não, por aquilo que pensa e defende. Possui ideias e convicções próprias.
  • Pense pela sua própria cabeça, reforçado pelas suas convicções, e acrescente algo, com as ideias dos outros. Isso significa abertura à discussão, em vez de agir mediante ideias (disfuncionais) instituídas por outros.
  • Reforce a sua identidade: Escute os seus sentimentos, expresse as suas ambições, siga as suas motivações, concretize os seus sonhos, seja persistente com os objectivos, acredite na sua intuição e seja curioso/a com o mundo à sua volta.
  • Aquele que ambiciona grandes recompensas, ao nível do seu desenvolvimento pessoal, precisa de se sujeitar a grandes riscos.

Seja um/a inconformado/a no seu desenvolvimento pessoal. Votos de uma excelente semana.

Cumprimentos

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 250ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis.

Ego insuflado vs. ego dorido

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O ego insuflado pode levar-nos às nuvens mas quando está dorido arrasta-nos para a escuridão.

Dica Arte Bem Viver de 29/01/2012

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 Perfeição vs. Cometer erros

Olá

A perfeição é um mito, uma fantasia e uma obsessão imposta pela nossa sociedade. Na obsessão pela perfeição almejamos o controlo das sensações e resultados imediatos. Vivemos numa correria constante, a fim de adquirir o tão ambicionado reconhecimento e sucesso, onde o que fazemos nunca é suficiente. Na perfeição, vivemos em piloto automático, precisamos de ser mais e ter mais. Nos padrões rígidos estabelecidos pela sociedade é imposto:

  • "Tenho que ser melhor que tu..." porque "se não conseguir ser melhor do que tu, não tenho valor."
  • "Tenho que ter mais coisas que tu..." porque "se não tiver mais coisas do que tu, e melhores, não serei valorizado."
  • "Eu sou mais ......... do que tu." porque "se não for mais ... do que tu, não serei gostado." 

Muito raramente, paramos para tentar entender de que forma esta correria nos afecta. Pensamos, se pararmos, ficamos para trás e ninguém se vai lembrar de nós.

Quebre os padrões disfuncionais, rígidos e instituídos sobre a perfeição - Ser e o Ter. Todos os dias cometa erros, explore o seu entendimento (equilíbrio) sobre a sua capacidade de errar e de aprender.

Adquira as competências necessárias e imprescindíveis na arte de bem viver, por exemplo, a intuição, a criatividade, a liberdade de ser e de decidir, a assertividade, a honestidade, a resiliência e defina o seu propósito (Rumo de vida) de acordo com aquilo que você é.

Partilhe as suas emoções e descubra o seu mundo.

Votos de uma semana cheia de erros.

 

Nota: Se desejar receber a Dica Arte Bem-Viver, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva – Dica Arte Bem Viver. É grátis e os seus dados são confidenciais. Sabia que na data desta publicação a Dica já conta, desde 2011, com 225 exemplares.

Menos Medicação

Menos Medicação - Mais Amor, Menos Doença: A Esperança da Criança.

 

“Um infinito ardor

Quase triste os veste,

Semelhante ao sabor

Quen tem à noite o vento leste.

Bailam na doçura amarga

Da tarde brilhante e densa

Tem a morte em si suspensa.”  Sophia de Mello B. Andressen

 

 

Foi numa manhã fria, com a neve que rodeava o hospital, fazendo das suas paredes brancas a continuação do nada que se sentia lá fora. Logo de manhã, no hospital de pedopsiquiatria estava a equipa à espera das novas listas de pacientes, sem os conhecermos demos-lhe um rumo. A Maria pertence ao sector da Via Emocional, o Pedro ao sector da Via de Condutas de Comportamento e a João à Via do Neurodesenvolvimento.

Foi-me entregue o João, aquele que eu vou delinear um rumo, mas que não escolheu o seu destino e nunca cheguei a ver a sua cara. No relatório clínico especifica que é muito activo, com problemas de concentração e hostil para com os seus colegas. Parece mais um caso a juntar a muitos outros. Mas quem é ele? Como será a sua cara? Qual è a sua história que nem ele provavelmente pode fazer senso de sonhos perdidos, idealizações que cairam aos pés dele como areia que se escapa por entre os dedos, como foi forçado a não amar aquilo que sente?

Tais questões não são práticas, só possuímos cinco a sete minutos para decidir o que vai acontecer ao João, como, possivelmente, o iremos tratar e uma agenda de 20 minutos para escolher a medicação certa, diz então assim o Pedopsiquiatra.

 

Decidi ir à escola do João, que tem cinco anos de idade. Falei com a professora e ela disse-me que realmente algo se passa de errado com ele pois é quase ímpossivel de o ter na aula, distrai os alunos, e sai do seu lugar constantemente, distraindo assim, os colegas e é muito difícil de controlar. Agradeci-lhe o seu tempo e pedi para ver o João.

 

Apresentei-me ao João e perguntei-lhe se queria brincar por um bocado. Ele perguntou-me “Brincar? Porquê?” eu respondi-lhe que era para o conhecer melhor. Não houve resposta.  Gostaria de acrescentar que uma criança que não tem prazer em brincar, e que por espontaneidade vontade, não sente o benefício do que é fazer um elo/vínculo para com outra pessoa que manifesta interesse em si, essa criança perde a sua essência.

 

 

 

É tudo urgente?

Se é tudo urgente, qual o tempo disponível que dispomos para relaxar, divertir e recuperar as energias positivas? Qual é o modelo de gestão que adoptamos que nos permite usufruir da companhia da família (momentos de intimidade), incluindo os filhos, dos amigos, lazer? Sorrir, conviver com a família e filhos, amigos, ter um sono reparador, ir ao cinema, dar um passeio, alimentação diversificada e saudável, exercício físico.
Hoje o stress é um assunto actual e em destaque, nem é preciso pensar muito sobre isso, basta ligar a televisão e ou comprar o jornal e ficamos em stress, por exemplo o desemprego aumenta, o aumento dos impostos, dos preços das coisas essenciais, da incompetência de alguns políticos dos quais depositamos a confiança para a gestão do país, da falta de oportunidade de realização das ambições pessoais, das dívidas etc.
 Não ter tempo para nada, segundo as nossas expectativas, gera stress. Facilmente, caímos na armadilha de andar a lamentar (queixas) e descontentes pela falta de tempo, do emprego que não satisfaz, do carro, da 2ª feira, do ordenado, da conta bancária, do corpo, do patrão, dos colegas, da crise, da mulher/marido, dos filhos, da conta bancária, da chuva/sol, mas quando estamos de fim-de-semana e ou de férias queixamo-nos porque não temos nada para fazer.
Stress e as Relações. Se é TUDO urgente quando é que estamos disponíveis para amar e ser amados? Sim, porque sendo assim, tudo urgente, um dia até podemos estar disponíveis para amar, mas a/a nossa/o parceiro/a pode não estar porque para ele/a, naquela altura, é TUDO urgente. Adquirimos o sentimento de que somos mal amados. Qual o timming para amar numa relação entre duas pessoas, quando tudo à volta é urgente?

 

 

Podiamos ser mais sinceros e valorizar aqueles que nos amam

O Poder da Validação - Stephen Kanitz

“Todos somos inseguros, sem excepção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Insegurança é o problema humano número um.


O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, apreciaríamos mais a vida. Mas como reduzir esta insegurança?


Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. É um engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle.


Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efémera. Segurança depende de um processo que chamo de "validação".


Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.


Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja.


Quem nos elogia e levanta na hora certa são os que melhor combatem a sua insegurança. Mas eles próprios precisam de validação.


Um simples olhar, um sorriso, uma palavra de elogio são suficientes para você validar alguém. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para validar os outros.


Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. “Damos graxa” a quem não gostamos, e esquecemo-nos de validar aqueles que admiramos. Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.


Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem.


Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.


 

Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todos os dias. Com um elogio, um sorriso, os parabéns na hora certa, um “bom trabalho”, uma salva de palmas, um beijo, um sinal de aprovação, umas flores. Você já validou alguém hoje?


Então comece já, por mais inseguro que você esteja. “



Veja o blog do autor em http://blog.kanitz.com.br/

Como lidar com o pensamento rigido, inflexivel e a ansiedade extrema

Faça pausas de 10 mtos a cada 2 horas de trabalho intenso, no máximo. Repita estas pausas na vida diária. Inspire e expire.

Aprenda a dizer Não sem se sentir culpada ou pensar que vai magoar a outra pessoa. Agradar a “gregos e troianos” é um desgaste enorme e uma “missão impossível”.

Planeie o seu dia, mas deixe sempre espaço para o improviso e o imprevisto. Esteja consciente de que nem tudo depende de si e ou que seja exequível (agora e hoje).

Concentre-se numa tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus pensamentos (sou capaz de fazer isto e aquilo…) seguramente acabará confuso/a e ansioso/a.

Esqueça que você é insubstituível. No trabalho, em casa, etc. por mais que isso o desagrade, tudo anda sem a sua actuação directa ou indirecta, a não ser a sua própria.

Abra a mão de se sentir responsável pelo prazer dos outros. Não será a “fonte de desejo” ou o eterno “mestre-de-cerimónias”.

Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

Diferencie os problemas reais daqueles problemas irracionais, e depois elimina-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

Tente descobrir o prazer de eventos quotidianos, tais como, dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo que se consegue da vida.

Evite o envolvimento com a ansiedade e a pressão alheia. Espere um pouco e depois retome o dialogo – acção.

A família não és tu; está junto de si. Compõem a sua vida mas não são a sua própria identidade.

Entenda quais os princípios e convicções rígidas e fechadas que podem ser um grande peso , da trave do movimento e da busca.

É preciso ter sempre alguém em quem se confie a menos de um raio de 100 km. Não adianta estar mais longe.

Identifique a hora certa de sair de cena – retirar-se do palco – e deixar a roda livre. Nunca perca o sentido subtil da importância de uma saída discreta.

Não queira saber se falam mal de si, e acima de tudo não se atormente com esse lixo mental; Escute se falaram bem; com reserva analítica e sem qualquer convencimento.

Competir no trabalho, no lazer, na vida a dois é óptimo…para quem quer ficar sozinho, esgotado e perder o melhor.

“A rigidez é obra na pedra”, nunca no Homem. A ele cabe a firmeza e a integridade, que é completamente diferente.

Uma hora de intenso prazer substitui com folga 2 horas de pensamento sob pressão (stress). Rir repõe o pensamento positivo e critico construtivo, logo não perca a oportunidade de se divertir.

Não abandone as três grandes e inabaláveis amigas; a Intuição, a Inocência e a Fé.

Entenda de uma vez por todas, Você é aquilo que faz .
 


Autor Anónimo
 
Como sou uma pessoa ansiosa e acelerada gostaria de partilhar convosco este lembrete que utilizo há aproximadamente doze anos. Serve como orientação (mantras) e contem imenso alimento pró pensamento