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Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir os consumos de substâncias geradoras de abuso, dependência crónica, progressiva e fatal.

Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir os consumos de substâncias geradoras de abuso, dependência crónica, progressiva e fatal.

Prevençâo: Factores de Risco e Factores de Protecção

National Institute on Drug Abuse (NIDA) – Prevenir o Uso de Drogas entre Crianças e Adolescentes

"Estudos efectuados, ao longo do tempo, têm procurado determinar as origens e os caminhos das pessoas que abusam de drogas e da adicção – como surgem os problemas e como evoluem. Foram identificados alguns factores que permitem diferenciar entre aqueles que apresentam mais probabilidades de abusar de drogas e aqueles que se encontram menos vulneráveis. Os factores associados a um potencial elevado de abuso de drogas designam-se como factores de risco, enquanto aqueles associados a um potencial elevado de protecção designam-se de factores de protecção. È importante salientar que apesar de muitos indivíduos apresentarem factores de risco, de abuso de drogas, estes decidem não consumir drogas nem se tornarem adictos. Contudo, gostaríamos de adiantar que um factor de risco, para uma pessoa, pode não o ser o mesmo para outra pessoa diferente.

Desde então, o Instituto NIDA (National Institute on Drug Abuse) duplicou em numero e nas suas vertentes e domínios os programas de pesquisa na prevenção procurando abranger todas as fases do desenvolvimento da criança, criando coligações entre audiências e contextos variados, bem como, a introdução de medidas eficientes às comunidades. Hoje a prioridade do Instituto são os riscos de abuso de drogas e outros comportamentos problemáticos. Programas e intervenções na prevenção na abordagem dos comportamentos de risco, planeados e comprovados, aplicam-se a cada etapa do desenvolvimento da criança. Envolvendo as famílias, escolas e comunidades, e cientistas num trabalho conjunto, foram encontradas evidencias, em abordagens eficientes no apoio e competências com o intuito de evitar problemas no comportamento antes mesmo de estes surgirem. Estudos efectuados pelo Instituto (NIDA , National Institue of Menthal Health e pelo Centers for Disease Control and Prevention revelaram que uma intervenção precoce previne comportamentos de risco durante a adolescência.

Os factores de risco e de protecção afectam a trajectória de risco no desenvolvimento da criança. Esta trajectória, reflecte como os factores de risco se tornam evidentes em diferentes fases da vida da criança. Os primeiros sinais de risco evidenciados por algumas crianças, são por ex. comportamento agressivo descontrolado. Se este tipo de comportamento agressivo não for monitorizado, através de medidas de apoio positivo, impostas pelos pais, quando a criança entrar para a escola a agressividade vai desencadear outros tipos de comportamento de risco. O comportamento agressivo na escola conduz à rejeição da parte do grupo de pares, à punição dos professores e ao insucesso escolar. Uma vez mais, se este comportamento não for monitorizado, através de intervenções preventivas, a curto prazo, as consequências negativas são; o absentismo escolar e/ou associação a um grupo de pares que abusa de drogas. A implementação de programas de prevenção, sobre a trajectória de risco, interferem no inicio do desenvolvimento da criança e fortalece os factores protectores e assim como reduz os comportamentos problemáticos antes mesmo de estes surgirem.
Tabela
Factores de risco *Dominio* Factores de protecção
Comp. agressivo precoce na infância *Individual* Controle dos impulsos
Falta de supervisão parental *Familiar * Monitorização parental
Abuso de substancias *Grupo de Pares* Competências académicas
Drogas disponíveis *Escola* Medidas antidrogas
Pobreza *Comunidade* Envolvimento Social Elevado

Esta tabela descreve um esquema caracterizando os factores de risco e os factores de protecção em cinco domínios e ou contextos. Estes domínios são aplicados em medidas e estratégias de prevenção. Tal como descrevem os dois primeiros exemplos, os factores de risco e os factores de protecção são mutuamente dominantes – a presença de um - significa a ausência do outro. Por ex. no domínio individual, comportamento agressivo precoce, como factor de risco, indica a ausência da capacidade de controlar e gerir os impulsos, um factor-chave na protecção. Em alguns programas de prevenção, o principal objectivo é ajudar a criança a gerir e a controlar os seus impulsos. Outros factores de protecção e de risco são independentes entre si, tal como está descrito na tabela; nos grupos de pares, na escola, e na comunidade. Por ex. no domínio escolar - existirem drogas disponíveis na escola, apesar de haver medidas anti-drogas. Pode ser necessário uma intervenção “musculada” e activa reforçando os objectivos delineados, promovendo assim um ambiente livre de drogas.

Os factores de risco representam um desafio a nível emocional, social e do desenvolvimento académico de cada indivíduo. Os factores de risco produzem efeitos diferentes dependendo das características da personalidade, da fase do desenvolvimento e do ambiente (meio envolvente).

Entre vários comportamentos problema, surgem por ex. os comportamentos agressivos e as limitadas competências académicas podendo estes serem indicadores da uma fase negativa do desenvolvimento da criança, enveredando por comportamentos problemáticos. Todavia, uma estratégia precoce na prevenção, ajuda a reduzir ou reverter, estes riscos, e alterar o curso da trajectória de risco do desenvolvimento da criança.
Para as crianças que exibem factores de riscos sérios, adiar a intervenção até a adolescência significa maiores dificuldades em lidar e eliminar esse tipo de riscos. Na adolescência, as atitudes e os comportamentos encontram-se estruturados e não são fáceis de mudar.

Os factores de risco conseguem influenciar o abuso de drogas de varias maneiras. São uma combinação nociva e explosiva: quanto maior for a exposição aos risco; maior serão as probabilidades de a criança abusar de drogas. Alguns factores de risco são poderosos, contudo não significa que influenciem o abuso de drogas a menos que certas condições prevaleçam. Por ex. existir um historial de abuso de drogas, por parte da família, coloca a criança numa situação de risco quanto a consumir drogas. Contudo, é menos provável uma criança abusar de drogas se viver enquadrada num ambiente livre de drogas - grupo de pares e de medidas que sejam anti drogas. A presença de vários factores de protecção diminuem o impacto de alguns factores de risco. Por ex. factor de protecção elevada - monitorização e supervisão parental – reduz a influência negativa dos factores de risco elevados, tais como, grupo de pares que abusem de drogas. Nesse sentido, um objectivo importante na prevenção passa por alterar o equilíbrio entre os factores de risco e os factores de protecção em que predominem os factores de protecção.
O género também determina a atitude/resposta do indivíduo aos factores de risco. Estudos efectuados nas relações familiares, demonstram que as raparigas adolescentes respondem positivamente á disciplina e apoio paternal, enquanto os rapazes adolescentes respondem por vezes de uma forma negativa.
Estudos efectuados nas escolas, sobre comportamento agressivo precoce nos rapazes e dificuldades na aprendizagem nas raparigas revelam que são as causas primarias no relacionamento disfuncional entre o grupo de pares. Por sua vez, este relacionamento disfuncional conduz á rejeição social , a uma experiência escolar negativa e problemas de comportamento, incluindo o abuso de drogas”
National Institute on Drug Abuse (NIDA) – Prevenir o Uso de Drogas entre Crianças e Adolescentes

Comentario:
Irei apresentar um conjunto de medidas/artigos efectuadas pelo NIDA - Prevenir o Uso de Drogas entre Crianças e Adolescentes (EUA). Tal como já foi referido anteriormente, durante a minha estadia neste país em 2000, pude acompanhar alguns trabalhos sobre a prevenção das dependências e nesse sentido acredito que apesar de realidades distantes e diferentes possa lançar a discussão de ideias e expectativas, com estes artigos, sobre esta matéria. Os nosso jovens merecem este desafio. “A informação é poder”