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Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir os consumos de substâncias geradoras de abuso, dependência crónica, progressiva e fatal.

Prevenção das Dependências - Art of Counseling

Prevenção significa: Prevenir, Adiar e Reduzir os consumos de substâncias geradoras de abuso, dependência crónica, progressiva e fatal.

Elogiar é essencial, mas com arte

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«A melhor forma de recompensar, os nossos filhos, é ensina-los a gostar de desafios, ficarem intrigados com os erros que cometem, a apreciar o esforço, permanecerem motivados e comprometidos pelo processo de aprendizagem. Desta maneira, eles não precisam de ficar «escravos» dos louvores e dos elogios. Ao longo da vida, eles irão ter imensas oportunidades para desenvolver e construir a sua própria autoconfiança.» Carol Dweck, professora de Psicologia na Universidade de Stanford, EUA e autora de vários livros, entre eles destaco Mindset; a atitude mental para o sucesso. 

 

Comentário. A Dra. Carol Dweck e os seus colegas, desenvolveram vários estudos, com crianças, sobre o elogio e chegaram à conclusão, de que, elogiar a inteligência das crianças prejudica a sua motivação e prejudica o seu desempenho. É verdade, o elogio permite-lhes um impulso e um fulgor adicional, mas só funciona naquele momento. Contudo, mais tarde, quando encontrarem um obstáculo, não irão possuir a confiança e a motivação necessária.

 

Como é que podemos apoiar e motivar as nossas crianças a gostar de desafios?

Como pais, professores, profissionais e mentores sabemos dos desafios que contempla a educação das nossas crianças. Cada criança apresenta desafios diferentes e complexos; todas são diferentes e únicas.  Ouvimos afirmações de pais, dos quais me incluo, «Pelos meus filhos, sou capaz de tudo…» todavia, muitas vezes, a realidade, não é bem assim. Isto é, quando pensamos que estamos a fazer bem, podemos estar a prejudica-los. Como sabemos, o desenvolvimento da criança até à idade adulta, contempla varias transições, isso significa, que irão encontrar vários e complexos desafios e oportunidades, enquanto o nosso trabalho é apoiar, incentivar, orientar, proteger com vista à autonomia, à resiliência, ao amor, à compaixão, à motivação e à confiança. Somos cuidadores bem-intencionados, «somos capazes de tudo…», mas precisamos de conseguir passar uma mensagem realista, especifica e coerente sobre a diferença entre o sucesso e o fracasso, em vez projetarmos ideais moralistas e irreais, muito em voga, na sociedade atual, consumista e hedonista. Elogiar as crianças terá mais impacto, para o seu desenvolvimento, se o fizermos em resultado do seu esforço, pela sua persistência, talento, gestão dos problemas e reforço de valores. Não quer dizer, que não devemos elogiar as crianças, pelo contrario, queremos que os elogios permaneçam bem presentes, nas mentes dos nossos filhos, nas alturas mais importantes das suas vidas. Quais foram os elogios, mais significativos, que ouvimos dos nossos pais, professores ou mentores que ainda permanecem vivos nas memorias e recordamos nos momentos mais adversos?

 

 

Dica Arte Bem Viver de 06/08/2012 (Reditada)

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Motivação intrinseca e a motivação extrinseca

Olá,

Qual é o tipo de motivação que o move, desde que acorda até que vai para a cama, todos os dias? Você está satisfeito com os resultados obtidos? Como é que ativamos a motivação? Dependemos de fatores extrínsecos e fatores intrínsecos.

Nesta dica irei abordar um estudo efetuado por três investigadores - Dr. Mark Lepper, Dr. David Greene e o Dr. Robert Nisbet sobre a motivação. Estes investigadores observaram uma turma de alunos do pré-escolar, ao longo da varias semanas, e identificaram crianças que gostavam de desenhar. Depois os investigadores desenvolveram uma experiência para testar o efeito de recompensar a atividade pela qual aquelas crianças tinham preferência especial - desenhar. As crianças foram distribuídas por três grupos:

  • O primeiro grupo era da recompensa esperada. Mostraram a todas elas um certificado de bom aluno e perguntaram se queriam fazer desenhos para receber o premio.
  • O segundo grupo era da recompensa inesperada. Neste caso os investigadores limitaram-se a perguntar às crianças se queriam desenhar. Aos que aderiram à tarefa, os investigadores entregavam os certificados de bons alunos após terminarem os desenhos.
  • O terceiro grupo era o dos que não tinham qualquer recompensa. Os investigadores limitaram-se a perguntar às crianças se queriam desenhar, todavia, não fizeram referencia a qualquer recompensa/certificado de bom aluno.

Duas semanas depois, durante o tempo livre que dispunham entre as aulas, foram entregues marcadores e papel de desenho. As crianças que tinham feito parte do grupo da recompensa inesperada ou sem recompensa desenharam com prazer e utilizaram todo o tempo disponível, enquanto as crianças que esperavam ser recompensadas revelaram muito menos interesse a desenhar e passaram menos tempo a faze-lo. Segundo os investigadores, as recompensas extrínsecas, referentes ao primeiro grupo - «se fizeres isto recebes aquilo» revelaram um efeito negativo. Este tipo de recompensas extrínsecas exige que as pessoas prescindam de alguma autonomia. De acordo com os investigadores, também foram conduzidas experiencias semelhantes com adultos.

Voltando à questão acima formulada, você está satisfeito com os resultados obtidos? Considera que a sua motivação depende excessivamente da recompensa extrínseca? De bónus, de prémios. Ou a sua motivação intrínseca depende de causas, de um propósito no sentido da vida, baseado em causas/campanhas (por exemplo, estar ligado a causas de apoio a problemas sociais na sociedade) e valores morais universais/espirituais, sem dogmas ou divindades?

 

 

Compreender é compaixão

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«Se pensarmos que a criança se comporta mal, certamente iremos pensar em maneiras de a castigar. Mas se pensarmos que a criança está a aprender a lidar com as suas dificuldades, iremos pensar em maneiras de a ajudar.»

 

Como muita frequência oiço comentários de pais, na minha opinião, desproporcionados da realidade, sobre o comportamento dos filhos. Por exemplo, «O meu filho é uma peste, não sei a quem sai.» ou «O meu filho está naquela idade do armário… só faz disparates.» ou «O meu filho quando for adolescente não sei como vai ser… ele é terrível.» Este tipo de comentários é revelador da frustração dos pais quanto às suas interpretações sobre os comportamentos dos filhos. Em muitos casos, a frustração dos pais gera dicotomia conduzindo a uma abordagem binaria – 1. censura e 2. castigo.  Podemos cair no erro de rotularmos os nossos filhos, com base na frustração e assim poder influenciar pela negativa a relação de confiança.

Como pais (e sociedade) precisamos de proporcionar às crianças orientação na gestão das suas emoções (literacia emocional). Da mesma maneira que as ensinamos a estudar e a escolherem uma carreira profissional, a adotarem regras e valores imateriais universais (certo e errado) em casa e na escola elas também precisam de aprender a lidar com os sentimentos:

  • Nos sentimentos não existe certo ou errado, bonito ou feio. Os sentimentos são uma parte fundamental e integrante da personalidade que precisa de ser valorizada. Isto é, precisamos de ajudar as crianças a ser honestas com aquilo que elas sentem. Numa situação de conflito com a criança, pergunte como é que ela está a sentir e escute. Ela está triste? Zangada? Com medo? Valoriza estes sentimentos.
  • Se as crianças sentem dor, frustração, raiva isso significa que são saudáveis, em vez de colocarmos rótulos e estereótipos que reforçam a vergonha. Reforçar a vergonha é o equivalente a estarmos a destruir a auto estima dos nossos filhos (auto conceito).

«Filho és, pai serás»

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 « A filha precisa que o relacionamento com o pai seja uma refêrencia, pela qual irá servir para o futuro, na sua relação com o sexo masculino» Prego & Mommy Chat

Como pais, sabemos os desafios que representa educar e ser uma referencia positiva, para os nossos filhos. Por experiência propria, por vezes, sabemos o quão regredimos porque apesar dos nossos melhores esforços, não existe uma poção magica quanto ao papel de pai. Por outro lado, podemos responsabilizar pelo nosso proprio desenvolvimento moral e podemos fazer imenso em ambos sentidos, aprender com os erros e assumir o compromisso para mudar de atitudes e comportamentos.

Um dos grande desafios, como educadores e referencias, é conseguirmos compreender a perspectiva dos filhos e conseguirmos separar os pontos de vista; a perspectiva deles e a nossa. Isto é, conseguirmos compreender, a nossa experiência ( e vivências) como crianças, na relação com os nossos pais, e o nosso relacionamento com a criança/filho/a. Nas consultas, alguns pais, referem que o seu papel de pais, tem como referencia principal, a forma como foram educados pelos seus proprios pais. Esta situação pode dificultar a nossa compreensão das necessidades, da historia e da vida dos nossos filhos. 

   

 

 

 

Castigo e recompensa? Ou alternativas disciplinadas

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«Para disciplinar uma criança que tenha ultrapassado os limites, não se deve castigar, deve-se ensinar a forma correta como ele podia ter agido nessa situação. Portanto, disciplina tem a ver com aquilo que os pais fazem, para ensinar as crianças.» National Center for Fathering.

O Dr. Henry R. Brandth é autor de vários livros.

 

Nota: Como pais, sabemos a capacidade das crianças para a aprendizagem; são uns agressivos e curiosos aprendizes. Isso significa, que para os disciplinar, precisamos de ser bons «professores», ser pacientes, disciplinados, honestos e compreensivos. Pessoalmente, não sou adepto do castigo e/ou da «palmada». Sou mais adepto das consequências em proporção do comportamento problemático: com a noção de que a consciência da criança, sobre o que está certo e errado, é completamente diferente da consciência do adulto; é um processo de aprendizagem. Como pais, em vez de os castigar (castigo e recompensa) podemos oferecer-lhes varias alternativas, aos comportamentos problemáticos, mais construtivas, eficazes e duradouras; este processo começa na abordagem dos adultos.

Dica Arte Bem Viver de 29/01/2012

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 Perfeição vs. Cometer erros

Olá

A perfeição é um mito, uma fantasia e uma obsessão imposta pela nossa sociedade. Na obsessão pela perfeição almejamos o controlo das sensações e resultados imediatos. Vivemos numa correria constante, a fim de adquirir o tão ambicionado reconhecimento e sucesso, onde o que fazemos nunca é suficiente. Na perfeição, vivemos em piloto automático, precisamos de ser mais e ter mais. Nos padrões rígidos estabelecidos pela sociedade é imposto:

  • "Tenho que ser melhor que tu..." porque "se não conseguir ser melhor do que tu, não tenho valor."
  • "Tenho que ter mais coisas que tu..." porque "se não tiver mais coisas do que tu, e melhores, não serei valorizado."
  • "Eu sou mais ......... do que tu." porque "se não for mais ... do que tu, não serei gostado." 

Muito raramente, paramos para tentar entender de que forma esta correria nos afecta. Pensamos, se pararmos, ficamos para trás e ninguém se vai lembrar de nós.

Quebre os padrões disfuncionais, rígidos e instituídos sobre a perfeição - Ser e o Ter. Todos os dias cometa erros, explore o seu entendimento (equilíbrio) sobre a sua capacidade de errar e de aprender.

Adquira as competências necessárias e imprescindíveis na arte de bem viver, por exemplo, a intuição, a criatividade, a liberdade de ser e de decidir, a assertividade, a honestidade, a resiliência e defina o seu propósito (Rumo de vida) de acordo com aquilo que você é.

Partilhe as suas emoções e descubra o seu mundo.

Votos de uma semana cheia de erros.

 

Nota: Se desejar receber a Dica Arte Bem-Viver, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva – Dica Arte Bem Viver. É grátis e os seus dados são confidenciais. Sabia que na data desta publicação a Dica já conta, desde 2011, com 225 exemplares.

Qual é o tipo de educação que você escolhe para o seu filho?

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«As crianças ouvem tudo aquilo que os pais dizem. Elas imitam tudo aquilo que você faz. Seja uma referencia/modelo positivo.»

 

Se você bebe bebidas alcoólicas, na frente dos seus filhos, faça-o de uma forma responsável.

Se você consome drogas ilícitas, não o faça na frente dos seus filhos e não o encoraje a seguir o mesmo caminho em relação às drogas. Proporcione-lhes conhecimento cientifico sobre o assunto. Lá porque você não identifica problemas, relacionados com o uso de drogas, isso não quer dizer que o mesmo aconteça com o seu filho.

Se você é fumador, evite fazê-lo na presença do seu filho. Assuma perante o seu filho que a sua escolha em fumar está errada e que pode acarretar consequências graves de saúde e perda de qualidade de vida. Admita a dependência e fale com ele sobre o assunto.

Se você toma medicação, sujeita a receita medica, não o faça na frente do seu filho, é um assunto que só diz respeito a si próprio; faça-o de uma forma discreta e mantenha (guarde) os medicamentos longe do alcance das crianças.

Faça um tipo de alimentação diversificada, equilibrada e saudavel. Evite expor o seu filho ao consumo excessivo de açucar.

Pratique desporto com o seu filho e encoraje-o a fazê-lo com os amigos.

Dê oportunidades ao seu filho para descobrir o mundo. Um mundo seguro, mágico, que desperta e estimula a curiosidade, interessante. Como pai/mãe seja um bom guia. Proporcione às crianças valores e princípios, morais universais, que fomentem a honestidade, a felicidade, a empatia, a confiança, a liberdade, a resiliência e a justiça livre de drogas. 

 

01/06 Dia Mundial da Criança

 

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Hoje, dia 01 de junho, comemora-se o Dia Mundial da Criança.

A fim de a criança ser um adulto feliz precisa de brincar, precisa de segurança, precisa de amor, de ser ensinada a lidar com a frustração e a importância dos limites (valores morais universais), precisa de aprender o valor da gratidão e precisa de sentir confiante.

Segundo uma noticia do Jornal de Noticias, alguns especialistas alertam para o facto de as crianças levarem uma vida programada até à exaustão e acrescentam «As crianças levam uma vida de executivos» Manuel Coutinho, psiquiatra e coordenador da linha SOS da Criança.

O mundo dos adultos não é seguro para algumas crianças vulneráveis

Veja o video

 

"Agora não posso"

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Tradução - Filho:"Papá", resposta do pai "Agora não posso, filho." 

Uns anos mais tarde, o filho diz; "Papá", resposta do pai, "Agora não posso, filho."

Uns anos mais tarde, o filho diz: "Pai" reposta do pai, "Agora não posso." 

Uns anos mais tarde (adolescência), o pai diz: "Filho" e o filho responde: "Agora não posso, pai"

 

Comentário: Esta pequena, mas significativa historia, faz-me lembrar as afirmações de alguns pais de filhos com problemas de dependência de drogas ilicitas que afirmavam: "Sempre dei tudo aos meus filhos...fartei-me de trabalhar para os sustentar...nunca imaginei que um dia, um dos meus filhos pudesse ter um problema com drogas. Que desilusão, como é que é possível?"

Como progenitores, precisamos de conseguir comunicar com os nossos filhos, e vice versa, e compreender as suas angustias, os seus medos, os seus anseios e inseguranças. Para isso, precisamos de fazer um investimento serio, todavia, este desafio complexo só será conseguido se dedicarmos uma parte significativa de tempo e não só, disponibilidade (mental) a fim de reforçarmos os vinculos de confiança. Os nossos filhos, ao longo do seu desenvolvimento, sejam do sexo feminino ou masculino, precisam de referências e o pai, diferente da mãe, também é um modelo muito importante.  

  • Como pai, que tipo de modelo/referência é para o seu/sua filho/a?
  • Como pai, considera que uma parte significativa do seu tempo é dedicado à relação/comunicação com o/a seu/sua filho/a?

 

As palavras são poderosas

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«É da maneira como falamos com os nossos filhos que, mais tarde, eles vão desenvolver a sua consciência.» Peggy O`Mara

 

Como pais, somos responsáveis por proteger os nossos filhos de sentimentos destrutivos, como por exemplo da vergonha. Por exemplo, facilmente evocamos a educação para justificar a humilhação, a agressividade, manipulação, o repúdio e o desrespeito.

  • Como pai/mãe, considera que utiliza os mesmos critérios disfuncionais na educação que o seu pai/mãe utilizaram consigo?
  • Considera que a sua abordagem na educação está alinhada com os interesses e o desenvolvimento dos seus filhos? Você sabe como elogiar e como criticar? Em escutar e incentivar a empatia e a assertividade?
  • Sabia que as crianças aprendem mais depressa através do seu exemplo, do que através dos seus conselhos?

Por outro lado, também somos os responsáveis por desenvolver e incutir nas crianças sentimentos positivos e competências resilientes. Por exemplo, ajuda-los a regularizar os seus sentimentos dolorosos através das competências individuais, em vez das recompensas materiais e através do não em vez do sim. Desenvolver competências que visam a autonomia, a gestão dos impulsos, a clarificação de valores morais e espirituais. Promover um contexto familiar seguro, estimulante e aberto à discussão e à aprendizagem.